segunda-feira, 19 de maio de 2008

O Amor


O amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do Homem. E que é amar, senão aquele que ama absorver o amado de modo que os dois sejam um? A que ou a quê devemos amar? Podemos escolher uma certa folha da Árvore da Vida e despejar sobre ela todo o nosso coração? E o ramo que produziu essa folha? E a haste que sustenta esse ramo? E a casca que protege essa haste? E as raízes que alimentam a casca, e os ramos e as folhas? E o solo que envolve as raízes? E o sol, o mar e o ar que fertilizam o solo?

Se uma pequena folha merece o vosso amor, quanto mais o merecerá a árvore toda! O amor corta uma fração do todo, antecipadamente se condena ao sofrimento. Direis: “Mas há muitas e muitas folhas em uma única árvore: umas são sadias, outras são doentes; umas são belas, outras, feias; algumas são gigantes, outras são anãs. Como poderemos deixar de escolher?”
E vós direis: Da palidez do doente provém a vitalidade do sadio. E vos direi: Ainda mais, que a fealdade é paleta, a tinta e o pincel da beleza; e que o anão não seria anão se não tivesse dado parte da sua estatura ao gigante.

Vós sois a Árvore da Vida. Cuidado para não dividirdes a vós mesmos! Não ponhais um fruto contra outro fruto, uma folha contra outra folha, um ramo contra outro ramo; nem ponhais o ramo contra as raízes, ou a árvore contra a terra mãe. É exatamente que fazeis quando amais uma parte mais do que o restante, ou com exclusão do restante.

Vós sois a Árvore da Vida. Vossas raízes estão em toda parte. Vossos ramos e folhas estão em toda parte. Vossos frutos estão em todas as bocas. Sejam quais forem os frutos desta árvore; sejam quais forem os seus ramos e folhas; sejam quais forem as suas raízes, serão os vossos frutos; serão as vossas folhas e ramos; serão as vossas raízes. Se quiserdes que a árvore dê frutos doces e aromáticos, se a desejardes sempre forte e verde, cuidai da seiva com que alimentai as suas raízes.

O Amor é a seiva da Vida. O ódio é pus da morte. Mas o amor, tal como o sangue, precisa não encontrar obstáculos para circular nas veias. Reprime o movimento do sangue e ele se tornará uma ameaça, uma praga.

E que é o Ódio senão o Amor reprimido, ou Amor retido, tornando-se um veneno tanto para o que alimenta como para o alimentado, tanto para o que odeia como para o que é odiado?
Uma folha amarela na vossa Árvore da Vida é somente uma folha a qual faltou Amor. Não culpeis a folha amarela.

Um ramo ressequido é somente um ramo faminto de amor. Não culpeis o ramo ressequido. Uma fruta podre é somente uma fruta que foi amamentada com Ódio. Não culpeis a fruta podre. Culpai antes o vosso coração cego e egoísta que repartiu a seiva da vida a uns poucos e a negou a muitos, negando-a assim a ela própria.

Não há outro amor possível senão o amor a si próprio. Nenhum ser é real, senão aquele que abrange o Todo. Eis por que Deus é Amor; porque Deus ama a Si mesmo. Se o Amor vos faz sofrer, é porque ainda não encontrastes o vosso próprio ser, nem achastes ainda a chave de ouro do Amor, pois se amais um ser efêmero, vosso é efêmero.

O amor do homem pela mulher não é Amor. É algo muito diferente. O amor dos pais pelos filhos é tão somente o limiar do sagrado templo do Amor. Enquanto cada homem não amar a todas as mulheres e vice-versa; enquanto cada criança não for filho de todos os pais e todas as mães e vice-versa, deixai que os homens se gabem das carnes e ossos que se apegam a outras carnes e ossos, mas jamais deis a isso o sagrado nome de Amor. Será blasfêmia.

Não tereis um único amigo enquanto vos considerardes inimigo ainda que seja de um único homem. Como pode o coração que abriga inimizade ser refúgio seguro para a amizade? Não conhecereis a alegria do Amor enquanto houver ódio em vossos corações. Se alimentásseis com a seiva da vida todas as coisas, menos um pequenino verme, esse pequenino verme sozinho tornaria amarga a vossa vida, pois quando amais alguém ou alguma coisa, na realidade somente amais a vós próprios. Do mesmo modo, quando odiais alguém ou alguma coisa, em verdade odiais a vós mesmos, pois aquilo que odiais está inseparavelmente ligado aquilo que amais, como o verso e o reverso da mesma moeda. Se quiserdes ser honestos com vós mesmos tereis de amar aqueles e aquilo que odiais e aqueles e aquilo que vos odeia, antes de amardes o que amais e o que vos ama.

O Amor não é uma virtude. O Amor é uma necessidade; mais necessidade do que o pão e a água; mais do que a luz e o ar. Que ninguém se orgulho de amar. Deveis respirar o Amor tão natural e livremente como respirais o ar para dentro e para fora dos vossos pulmões, pois o Amor não precisa de ninguém que o exalte. O Amor exaltará o coração que o considerar digno de si. Não espereis recompensa do Amor. O Amor é, em si mesmo, recompensa suficiente para o Amor, assim como o Ódio é, em si mesmo, castigo bastante para o Ódio.

Não peçais contas ao Amor, pois o Amor não presta contas senão a si mesmo. O Amor não empresta nem pode ser emprestado; o Amor não compra e nem vende; mas quando dá, ele se dá todo inteiro; e quando toma, toma tudo. E o seu dar-se é tomar. Consequentemente é o mesmo, hoje, amanhã e sempre.

Assim como um poderoso rio que se esvazia no mar é reabastecido pelo mar, assim deveis esvaziar-vos no Amor para que sejais para sempre enchidos de Amor. A lagoa que retém o presente que o mar lhe dá, torna-se uma lagoa de água estagnada. Não há mais nem menos no Amor. No momento em que tentardes graduar e medir o Amor ele desaparecerá, deixando só amargas recordações.

Nem há agora nem depois, ou aqui e acolá no Amor. Todas as estações são estações do Amor. Todos os locais são próprios para serem habitados pelo Amor. O Amor não conhece fronteiras nem obstáculos. Um amor cuja ação é impedida por qualquer obstáculo, não merece o nome de Amor. Sempre vos ouço dizer que o amor é cego, no sentido de que não vê defeitos naquele que é amado. Essa espécie de cegueira é o máximo da visão. Oxalá fosseis sempre tão cegos que não encontrásseis faltas em coisa alguma!

Não! É claro e penetrante o olhar do Amor. Por isso ele não vê faltas. Quando o Amor houver purificado a vossa visão, não vereis jamais nada que não seja digno de vosso amor. Só uma vista despojada de Amor, um olho faltoso, está sempre ocupado em encontrar faltas, em quaisquer faltas que encontre, serão as suas próprias faltas.

O Amor integra. O Ódio desintegra. Esta imensa e pesada massa de terra e pedra, a que dais o nome de Pico do Altar voaria rapidamente para todos os lados, se não fosse conservada unida pela mão do Amor. – Mesmo os vossos corpos, perecíveis como parecem ser resistiriam à desintegração, se amásseis com a mesma intensidade cada uma das células que o constituem.
O Amor é paz cheia de melodias da Vida. O Ódio é a guerra ansiosa pelo satânicos golpes da Morte.

Que preferis: o Amor para gozardes a paz eterna, ou o ódio para estardes sempre em guerra?
Toda a terra está viva em vós. O céu e suas hostes estão vivos em vós. Amai, pois, a Terra e todos os seus habitantes se amais a vós mesmos. Amai o Céu e todos os seus habitantes se amais a vós mesmo. Só o Amor faz prodígios.

Se queres ver, deixa que o Amor tome conta da pupila de teus olhos. Se queres ouvir, deixa que o Amor tome posse dos tímpanos de teus ouvidos. Se queres ser desligado da Terra de uma vez para sempre ama-a e todos os seus filhos. Quando o Amor for o único saldo de tuas contas com a Terra, então a Terra te dará quitação do teu débito. O Amor é a única coisa que liberta das prisões. Quando amas a tudo, a nada estás ligado.

Autor: Mikhaïl Naimy
(Texto enviado por um amigo de São Paulo)

Um comentário:

João Luiz Pereira Tavares disse...

Fé em deusa «Coração Valente» [rsssss]:

SANTA FEMININA. Eis:


Os petistas seguem uma religião de fé e dogma. Acreditam em deusa: a divindade brega deles cujo nome é a «Coração Valente©» de João Santana [santa criada pelo bilionário -- virgem que jamais cometeu nenhum desvio. O bilionário Santana agora está preso pelo MORO. Moro esse que a religião ensina que é uma intidade do Mal... rsss] era uma deusa gorda.

Tem variados dogmas que aprendem em blogs de fé (uma espécie de "igrejinha") e repetem ad infinitum: «fascista»; «foi golpe»; «20 milhões da pobreza»; «Estados Unidos, o Império»; «sem crime de responsabilidade»; «Pronatec»; «é gópi, é gópi, é gópi»; «casa grande e senzala»; «mídia hegemônica» [uma espécie de demoninho ou capetinha muito, mas muito perigoso para a religião]; «PiG»; «mídia velha"; «fora temer» [mantra cantado]; esse dogma aqui DE TODOS é dos melhores: «LUZ para todos» [rssss] etc. etc. etc. etc. etc.